sexta-feira, 24 de outubro de 2014

Questões do ENEM - Arte 2009 e 2010

Arte é, de modo sintético e simplificado: conhecimento, cultura, expressão e comunicação, assim está inserida em Linguagens, Códigos e suas tecnologias. 
Deve-se prestar atenção em questões relacionadas à dança, música, teatro, artes visuais, além de anúncios publicitários, quadrinhos e charges. Também verifiquem as linguagens híbridas e convergentes.

2009

91) Os melhores críticos da cultura brasileira trataram-na sempre no plural, isto é, enfatizando a coexistência no Brasil de diversas culturas. Arthur Ramos distingue as culturas não europeias (indígenas, negras) das europeias (portuguesa, italiana, alemã etc.), e Darcy Ribeiro fala de
diversos Brasis: crioulo, caboclo, sertanejo, caipira e de Brasis sulinos, a cada um deles correspondendo uma cultura específica.
MORAIS, F. O Brasil na visão do artista: o país e sua cultura.
São Paulo: Sudameris, 2003.
Considerando a hipótese de Darcy Ribeiro de que há vários Brasis, a opção em que a obra mostrada representa a arte brasileira de origem negro-africana é:
A

Rubem Valentim.

B

Athos Bulcão.

C


Rubens Gerchman.

D

Victor Vassarely.

E

Gougon.

94) A música pode ser definida como a combinação de sons ao longo do tempo. Cada produto final oriundo da infinidade de combinações possíveis será diferente, dependendo da escolha das notas, de suas durações, dos instrumentos utilizados, do estilo de música, da

nacionalidade do compositor e do período em que as obras foram compostas.



Das figuras que apresentam grupos musicais em ação, pode-se concluir que o(os) grupo(s) mostrado(s) na(s) figura(s)

A 1 executa um gênero característico da música brasileira, conhecido como chorinho.

B 2 executa um gênero característico da música clássica, cujo compositor mais conhecido é Tom Jobim.

C 3 executa um gênero característico da música europeia, que tem como representantes Beethoven e Mozart.

D 4 executa um tipo de música caracterizada pelos instrumentos acústicos, cuja intensidade e nível de ruído permanecem na faixa dos 30 aos 40 decibéis.

E 1 a 4 apresentam um produto final bastante semelhante, uma vez que as possibilidades de combinações sonoras ao longo do tempo são limitadas.

95) No programa do balé Parade, apresentado em 18 de maio de 1917, foi empregada publicamente, pela primeira vez, a palavra sur-realisme. Pablo Picasso desenhou o cenário e a indumentária, cujo efeito foi tão surpreendente que se sobrepôs à coreografia. A música de Erik Satie era uma mistura de jazz, música popular e sons reais tais como tiros de pistola, combinados com as imagens do balé de Charlie Chaplin, caubóis e vilões, mágica chinesa e Ragtime. Os tempos não eram propícios para receber a nova mensagem cênica demasiado provocativa devido ao repicar da máquina de escrever, aos zumbidos de sirene e dínamo e aos rumores de aeroplano previstos por Cocteau para a partitura de Satie. Já a ação coreográfica confirmava a tendência marcadamente teatral da gestualidade cênica, dada pela justaposição, colagem de ações isoladas seguindo um estímulo musical.

SILVA, S. M. O surrealismo e a dança. GUINSBURG, J.; LEIRNER (Org.). O surrealismo.
São Paulo: Perspectiva, 2008 (adaptado).

As manifestações corporais na história das artes da cena muitas vezes demonstram as condições cotidianas de um determinado grupo social, como se pode observar na descrição acima do balé Parade, o qual reflete

A a falta de diversidade cultural na sua proposta estética.
B a alienação dos artistas em relação às tensões da Segunda Guerra Mundial.
C uma disputa cênica entre as linguagens das artes visuais, do figurino e da música.
D as inovações tecnológicas nas partes cênicas, musicais, coreográficas e de figurino.
E uma narrativa com encadeamentos claramente lógicos
e lineares. 


102) Gênero dramático é aquele em que o artista usa como intermediária entre si e o público a representação. A palavra vem do grego drao (fazer) e quer dizer ação. A peça teatral é, pois, uma composição literária destinada à apresentação por atores em um palco, atuando e dialogando entre si. O texto dramático é complementado pela atuação dos atores no espetáculo teatral e possui uma estrutura específica, caracterizada: 1) pela presença de personagens que devem estar ligados com lógica uns aos outros e à ação; 2) pela ação dramática (trama, enredo), que é o conjunto de atos dramáticos, maneiras de ser e de agir das personagens encadeadas à unidade do efeito e segundo uma ordem composta de exposição, conflito, complicação, clímax e desfecho; 3) pela situação ou ambiente, que é o conjunto de circunstâncias físicas, sociais, espirituais em que se situa a ação; 4) pelo tema, ou seja, a ideia que o autor (dramaturgo) deseja expor, ou sua interpretação real por meio da representação.
COUTINHO, A. Notas de teoria literária. Rio de Janeiro:
Civilização Brasileira, 1973 (adaptado).
Considerando o texto e analisando os elementos que constituem um espetáculo teatral, conclui-se que:
  1. A  a criação do espetáculo teatral apresenta-se como um fenômeno de ordem individual, pois não é possível sua concepção de forma coletiva. 
  2. B    o cenário onde se desenrola a ação cênica é concebido e construído pelo cenógrafo de modo autônomo e independente do tema da peça e do trabalho interpretativo dos atores.  
  3. C  o texto cênico pode originar-se dos mais variados gêneros textuais, como contos, lendas, romances, poesias, crônicas, notícias, imagens e fragmentos textuais, entre outros. 

  4. D  o corpo do ator na cena tem pouca importância na comunicação teatral, visto que o mais importante é a expressão verbal, base da comunicação cênica em toda a trajetória do teatro até os dias atuais
  5. E  a iluminação e o som de um espetáculo cênico independem do processo de produção/recepção do espetáculo teatral, já que se trata de linguagens artísticas diferentes, agregadas posteriormente à cena teatral. 


115) A dança é importante para o índio preparar o corpo e a garganta e significa energia para o corpo, que fica robusto. Na aldeia, para preparo físico, dançamos desde cinco horas da manhã até seis horas da tarde, passa-se o dia inteiro dançando quando os padrinhos

planejam a dança dos adolescentes. O padrinho é como um professor, um preparador físico dos adolescentes. Por exemplo, o padrinho sonha com um determinado canto e planeja para todos entoarem. Todos os tipos de dança vêm dos primeiros xavantes: Wamarĩdzadadzeiwawẽ,
Butséwawẽ, Tseretomodzatsewawẽ, que foram descobrindo através da sabedoria como iria ser a cultura Xavante. Até hoje existe essa cultura, essa celebração. Quando o adolescente fura a orelha é obrigatório ele dançar toda a noite, tem de acordar meia-noite para dançar e cantar, é obrigatório, eles vão chamando um ao outro
com um grito especial.
WÉRÉ' É TSI'RÓBÓ, E. A dança e o canto-celebração da existência xavante. VIS-Revista do Programa de Pós-Graduação em Arte da UnB. V. 5, n. 2, dez. 2006. 

A partir das informações sobre a dança Xavante, conclui-se que o valor da diversidade artística e da tradição cultural apresentados originam-se da


A iniciativa individual do indígena para a prática da dança e do canto.

B excelente forma física apresentada pelo povo Xavante.
C multiculturalidade presente na sua manifestação cênica.
D inexistência de um planejamento da estética da dança,caracterizada pelo ineditismo.
E preservação de uma identidade entre a gestualidade ancestral e a novidade dos cantos a serem entoados.

118) Teatro do Oprimido é um método teatral que sistematiza exercícios, jogos e técnicas teatrais elaboradas pelo teatrólogo brasileiro Augusto Boal, recentemente falecido, que visa à desmecanização física e intelectual de seus praticantes. Partindo do princípio de que a linguagem teatral não deve ser diferenciada da que é usada cotidianamente pelo cidadão comum (oprimido), ele propõe

condições práticas para que o oprimido se aproprie dos meios do fazer teatral e, assim, amplie suas possibilidades de expressão. Nesse sentido, todos podem desenvolver essa linguagem e, consequentemente, fazer teatro. Trata-se de um teatro em que o espectador é convidado a substituir o protagonista e mudar a condução ou mesmo o fim da história, conforme o olhar interpretativo e contextualizado do receptor.
Companhia Teatro do Oprimido. Disponível em: www.ctorio.org.br.
Acesso em: 1 jul. 2009 (adaptado). 

Considerando-se as características do Teatro do Oprimido apresentadas, conclui-se que


A esse modelo teatral é um método tradicional de fazer teatro que usa, nas suas ações cênicas, a linguagem rebuscada e hermética falada normalmente pelo cidadão comum.

B a forma de recepção desse modelo teatral se destaca pela separação entre atores e público, na qual os atores representam seus personagens e a plateia assiste passivamente ao espetáculo.
C sua linguagem teatral pode ser democratizada e apropriada pelo cidadão comum, no sentido de proporcionar-lhe autonomia crítica para compreensão e interpretação do mundo em que vive.
D o convite ao espectador para substituir o protagonista e mudar o fim da história evidencia que a proposta de Boal se aproxima das regras do teatro tradicional para a preparação de atores.
E a metodologia teatral do Teatro do Oprimido segue a concepção do teatro clássico aristotélico, que visa à desautomação física e intelectual de seus praticantes. 




QUESTÃO 149






Em Florença, Itália, na Igreja de Santa Croce, é possível encontrar um portão em que aparecem os anéis de Borromeo. Alguns historiadores acreditavam que os círculos representavam as três artes: escultura, pintura e arquitetura, pois elas eram tão próximas quanto inseparáveis.
Anéis na Igreja de Santa Croce (Foto: Reprodução/ENEM)Anéis na Igreja de Santa Croce (Foto: Reprodução/ENEM)

Qual dos esboços a seguir melhor representa os anéis de Borromeo?
  1. A
     
    Anel A (Foto: Reprodução/ENEM)Anel A (Foto: Reprodução/ENEM)
  2. B
     
    Anel B (Foto: Reprodução/ENEM)Anel B (Foto: Reprodução/ENEM)
  3. C
     
    Anel C (Foto: Reprodução/ENEM)Anel C (Foto: Reprodução/ENEM)
  4. D
     
    Anel D (Foto: Reprodução/ENEM)Anel D (Foto: Reprodução/ENEM)
  5. E
     
    Anel E (Foto: Reprodução/ENEM)Anel E (Foto: Reprodução/ENEM)




2010



25) Na antiga Grécia, o teatro tratou de questões como destino, castigo e justiça. Muitos gregos sabiam de cor inúmeros versos das peças dos seus grandes autores. Na Inglaterra dos séculos XVI e XVII, Shakespeare produziu peças nas quais temas como o amor, o poder, o bem e o mal foram tratados. Nessas peças, os grandes personagens falavam em verso e os demais em prosa. No Brasil colonial, os índios aprenderam com os jesuítas a representar peças de caráter religioso.
Esses fatos são exemplos de que, em diferentes tempos e situações, o teatro é uma forma:

A de manipulação do povo pelo poder, que controla o teatro.
B de diversão e de expressão dos valores e problemas da sociedade.
C de entretenimento popular, que se esgota na sua função de distrair.
D de manipulação do povo pelos intelectuais que compõem as peças.
E de entretenimento, que foi superada e hoje é substituída pela televisão. 

102) Na busca constante pela sua evolução, o ser humano vem alternando a sua maneira de pensar, de sentir e de criar. Nas últimas décadas do século XVIII e no início do século XIX, os artistas criaram obras em que predominam o equilíbrio e a simetria de formas e cores, imprimindo um estilo caracterizado pela imagem da respeitabilidade, da sobriedade, do concreto, e do civismo. Esses artistas misturaram o passado ao presente, retratando os personagens da nobreza e da burguesia, além de cenas míticas e histórias cheias de vigor.

RAZOUK, J. J. (Org.). Histórias reais e belas nas telas.
Atualmente, os artistas apropriam-se de desenhos, compor obras em que se misturam personagens de diferentes épocas, como na seguinte imagem:

A Romero Brito.“Gisele e Tom"



B Andy Warhol. “Michael Jackson”.
























C Funny Filez.“Monabean”.





















D Andy Warhol "Marilyn Monroe"





















E Pablo Picasso "Retrato de Jaqueline Roque com as mãos cruzadas"






















106) O folclore é o retrato da cultura de um povo. A dança popular e folclórica é uma forma de representar a cultura regional, pois retrata seus valores, crenças, trabalho e significados. Dançar a cultura de outras regiões, é de alguma forma se apropriar dela, é

enriquecer a própria cultura.
BREGOLATO R.A. Cultura Corporal da Dança. São Paulo: Ícone, 2007.

As manifestações folclóricas perpetuam uma tradição cultural, é obra de um povo que a cria, recria e a perpetua. Sob essa abordagem deixa-se de identificar como dança folclórica brasileira


A o Bumba-meu-boi, que é uma dança teatral onde personagens contam uma história envolvendo crítica social, morte e ressurreição.

B a Quadrilha das festas juninas, que associam festejos religiosos a celebrações de origens pagãs envolvendo as colheitas e a fogueira.
C o Congado, que é uma representação de um reinado africano onde se homenageia santos através de música, cantos e dança.
D o Balé, em que se utilizam músicos, bailarinos e vários outros profissionais para contar uma história  em forma de espetáculo.
E o Carnaval, em que o samba derivado do batuque africano é utilizado com o objetivo de contar ou recriar uma história nos desfiles 


108) 






















Em busca de maior naturalismo em suas obras e fundamentando-se em novo conceito estético, Monet, Degas, Renoir e outros artistas passaram a explorar novas formas de composição artística, que resultaram no estilo denominado Impressionismo. Observadores atentos da natureza, esses artistas passaram a

A) retratar, em suas obras, as cores que idealizavam de acordo com o reflexo da luz solar nos objetos.
B) usar mais a cor preta, fazendo contornos nítidos, que melhor definiam as imagens e as cores do objeto representado.
C) retratar paisagens em diferentes horas do dia, recriando, em suas telas, as imagens por eles idealizadas.
D) usar pinceladas rápidas de cores puras e dissociadas diretamente na tela, sem misturá-las antes na paleta.
E) usar as sombras em tons de cinza e preto e com efeito esfumaçados, tal como eram realizadas no Renascimento.

Gabarito 2009


91)  A

94)  A
95)  D
102) C
115) E
118) C
149) E

Gabarito 2010


25) B

102) C
106) D
108) D







terça-feira, 14 de outubro de 2014

Artes Visuais no Brasil

Arte Rupestre:


No Brasil foram encontradas pinturas rupestres no Pará, Maranhão, Tocantins, Piauí, Minas Gerais, Amazônia e em Santa Catarina.



Arte Indígena:


A cerâmica, os trançados, os enfeites e pinturas corporais, a música e a dança estão presentes na Arte Indígena, com variações entre as tribos.

Arte Colonial

A Arte Colonial chega com os portugueses no período em que o Brasil era colônia de Portugal. Inicialmente a arquitetura era muito simples com as primeiras vilas, com o tempo houve um aprimoramento na construção das cidades

http://www.infoescola.com/historia-do-brasil/arte-colonial-brasileira/

A invasão holandesa no nordeste brasileiro durou 25 anos, com início em de 1624. O conde Maurício de Nassau trouxe artistas e cientistas, instalados no Recife.  Franz Eckhout e Franz Post começam a retratar o Brasil.

"Índia tapuia" Albert Eckhout, 1641. Óleo sobre tela.

Arte Barroca:


O Barroco teve importância no sentido religioso, como disseminação do Cristianismo.
No Brasil, Antônio Francisco Lisboa, o Aleijadinho na escultura e Manuel da Costa Ataíde, o Mestre Ataíde na pintura foram grandes expoentes no século XVIII.




























Missão Artística Francesa:



Com a chegada da família real ao Brasil, foram instaladas diversas instituições artísticas e científicas, como o Jardim Botânico. Um grupo de artistas franceses, chega ao Brasil em 1816 com o intuito de fundar a Academia de Belas Artes, dez anos depois, no Rio de Janeiro. Esses artistas eram neoclássicos, tinham como proposta retornar o estilo da Antiguidade greco romano. Era instituída a Arte Acadêmica.

Principais artistas:

Nicolas Antoine Taunay:

http://enciclopedia.itaucultural.org.br/pessoa24452/Nicolas-Antoine-Taunay

Jean Baptiste Debret:

http://educacao.uol.com.br/biografias/jean-baptiste-debret.jhtm

Impressionismo


O Impressionismo influenciou no Brasil, o artista Eliseu D'Angelo Visconti.

"Gioventú" Eliseu Visconti - 1898

Modernismo


No século XX, presenciamos o Modernismo com a Semana de Arte Moderna de 1922, em São Paulo. Antes disso, porém Lasar Segall contribuiu com o Expressionismo. 

Principais artistas modernistas:


  • Lasar Segall
  • Anita Malfatti
  • Tarsila do Amaral
  • Di Cavalcanti
  • Cândido Portinari
  • Victor Brecheret
  • Heitor Villa Lobos
"A boba" Anita Malfatti - 1915

"Monumento às bandeiras" Victor Brecheret - 1953































"Abigail" Di Cavalcanti - 1947








"O bandido da luz vermelha" Claudio Tozzi - 1967

domingo, 5 de outubro de 2014

Renascimento

O Renascimento foi um importante movimento artístico, cultural e científico ocorrido na passagem da Idade Média para a Moderna, inicialmente na Europa.

Na Idade Média, havia o Teocentrismo, o qual foi substituído pelo Antropocentrismo, o homem passa a ser o centro de tudo. Tal característica representava-se na reprodução de situações do cotidiano e na rigorosa reprodução dos traços e formas humanas (naturalismo), valorizando a cultura greco-romana. 


Há uma valorização da inteligência e da busca pelo conhecimento.


Com o desenvolvimento do comércio, muitos comerciantes ficaram entusiasmados com as temáticas do Renascimento e patrocinaram muitos artistas, surgindo os mecenas.


"Monalisa" Leonardo da Vinci, 1503


Características Renascentistas:

  • Uso da tinta à óleo.
  • Perspectiva
  • Luz e sombra
  • Resgate da perfeição das obras, com inspiração greco-romana.
  • Interesse por vários aspectos artísticos, culturais e científicos.
Alguns artistas renascentistas:

Leonardo da Vinci
Botticelli
Donatello
Michelângelo
Rafael 




"O nascimento de Vênus" de Botticelli, século XV

"Davi" Michelângelo (1501-1504)



"Escola de Atenas" Rafael, 1509






domingo, 6 de abril de 2014

Arte na Idade Média

A Idade Média tem esse nome porque fica justamente entre a Antiguidade e a Idade Moderna. Este período corresponde entre os séculos V e XV, onde a Europa teve uma grande influência da Igreja Católica na sociedade. Assim, houve a valorização do Teocentrismo ( Deus é o centro de tudo).
Para atrair os fiéis, a Igreja investiu em Arte: pinturas, esculturas, vitrais, livros, música, teatro e arquitetura eram orientados e examinados pelo clero católico.


ESTILO ROMÂNICO:



Esse estilo permaneceu entre os séculos XI e XIII. 

Arquitetura e Escultura:

A escultura está aliada à arquitetura românica. As igrejas, capelas e mosteiros eram construções robustas, grandes, por isso eram conhecidas como "fortalezas de Deus". Os castelos românicos foram construídos no sentido de proteção, portanto aparentavam ser vigorosos e indestrutíveis.
 Caminho de Santiago, a Igreja de San Martín de Tours de Frómista (Província de Palência, Comunidade de Castilla y León)
Características:

• abóbadas em substituição ao telhado das basílicas; 
• pilares maciços que sustentavam e das paredes espessas; 
• aberturas raras e estreitas usadas como janelas; 
• torres, que aparecem no cruzamento das naves ou na fachada; e 
• arcos que são formados por 180 graus. 





                                 "A dúvida de São Tomás", Relevo Românico de São Domingos de Silos

Pintura:

As imagens auxiliavam o melhor entendimento do cristianismo e eram o chamariz dos católicos. Os mosaicos, figuras formadas com pequenas peças coloridas, os vitrais, as iluminuras, os murais, as esculturas, tapeçarias eram estilizadas, já que as figuras eram alongadas como se com isso elas se aproximassem dos céus.




Pantocrator. Afresco românico da autoria do Mestre de Taüll, igreja de Sant Clemente, Catalunha, Espanha



ARTE GÓTICA:


Entre os séculos XII e XV, tem início uma economia fundamentada no comércio. Isso faz com que o centro da vida social se desloque do campo para a cidade e apareça a burguesia urbana. 

Arquitetura:

Começam a surgir mudanças na arte de projetar e construir grandes edifícios. A igreja gótica tem três portais que dão acesso à três naves do interior da igreja: a nave central e as duas naves laterais.  A arquitetura expressa a grandiosidade, a crença em Deus faz com que tudo se volte para o alto, projetado para o céu, como se vê nas pontas agulhadas das torres de algumas igrejas góticas. 
A rosácea é um elemento arquitetônico muito característico do estilo gótico e está presente em quase todas as igrejas. 
Outros elementos característicos da arquitetura gótica são os arcos góticos ou ogivais e os vitrais coloridos que filtram a luminosidade para o interior da igreja. 



Catedral de Chartres, França.



ARTE BIZANTINA:



A arte bizantina se refere às manifestações artísticas (pintura, arquitetura, mosaico e escultura) próprias do Império Bizantino (entre os séculos V e XV). A cidade de Constantinopla (hoje Istambul, na Turquia) capital do Império Romano do Oriente, foi o mais importante centro artístico deste período. 

Pintura:

Destaque para os afrescos (pinturas feitas em paredes, principalmente de igrejas), miniaturas (para ilustrar livros) e ícones (pinturas em painéis). O tema religioso predominou, principalmente a pintura de imagens de Cristo e da Virgem Maria.

Arquitetura:
Na arquitetura podemos destacar a construção de grandes e imponentes igrejas, cuja característica principal era a presença de cúpulas sustentadas por colunas. As decorações e pinturas religiosas, no interior das igrejas, eram muito utilizadas. O principal exemplo deste tipo de arquitetura é a Basílica de Santa Sofia.





Escultura:
A escultura caracteriza pela influência oriental, sendo uma referência da degeneração do Império Romano do Ocidente. Podemos citar como características principais: uniformidade, rigidez, falta de naturalidade e presença de linhas geométricas e folhagens estilizadas. 

Mosaico:
Foi um tipo de arte muito difundido no Império Bizantino, principalmente na Era de Ouro, época de reinado do imperador Justiniano (526 a 565). As imagens em mosaico eram formadas pelos artistas a partir de pequenos e coloridos pedaços de pedra colados em parede. Imagens religiosas e do imperador foram os temas principais.

Justiniano (483-565) foi Imperador Bizantino